Então vem...
Não sei de onde brota essa saudade, lembranças de um tempo que não esta longe,
de um rosto familiar, de um cheiro de amor perdido,
um desejo maluco de encontrar aquela que estava ao meu lado,
Será o ar da tarde, essa brisa, essa serenidade?
ou será a minha carência, essa ausência de você,
que ainda não esqueci e que desejo tanto perto de mim?!...
Sinto meu peito oprimido,
um desejo incerto de correr e outro de ficar,
minha alma quer voar, meu corpo esperar,
a incerteza faz meu coração permanecer agitado,
minhas mãos nervosas não se contém,
escrevo uma palavra e logo outra vem,
e no meio das letras, parece que desenho,
é o seu rosto que me vem...
Serão versos sem rimas de quem procura amor?
Serei eu ausência de sentimentos?
Será a tarde a inspiração, ou o medo da noite vazia,
da solidão da cama que se torna grande demais,
enorme para tanto amor que eu trago?
Vem...
Não sei onde você anda,
mas sei que marcamos um encontro,
para um dia qualquer neste mundo,
nos encontrarmos e sem palavras ficarmos,
enlaçar a minha vida na tua,
como bocas ardentes que se procuram,
numa tarde como essa,
pra minha vida ser sua,
e a sua, extensão da minha,
então, vem...
...
Adaptação do texto: "Sonho de uma tarde" de Paulo Roberto Gaefke.
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